Pois é, depois da Floribela, a Lucy tornou-se um fenómeno televisivo para os mais novos. A minha filha (a R.) partilha desta ideia e vê, com frequência o programa. Quase que poderia dizer que é fã da apresentadora.
Num dos rodapés habituais que passam durante o programa, convidavam a pequenada a enviar emails para poderem participar no show, cantando, dançando ou jogando, seja mostrando um animal de estimação.
A R. depositou, num papel, a esperança de uma participação, escrevendo cuidadosamente o email anunciado.
Quando acordei e fui ter com ela à sala, depois de um beijo apressado, mostrou-me orgulhosa o seu papel da esperança e quase que me obrigou a escrever o email
“Lucy.
Eu sou a R. e gostava de ir ao teu programa mostrar o meu cão (yorkshire mini-mini) que se chama Farroquito mas ele é um pouco maroto mas é muito querido.
Se quiseres também posso ir dançar sevilhanas com as minhas amigas e com a minha professora.
Gosto muito de ti
beijinhos.”
Desde esse dia que me pergunta “Pai, a Lucy já respondeu?”
A minha resposta neativa vai variando pelo que ela insistiu...
"Olá Lucy,
Nunca mais me respondeste à minha pergunta. Espero bem que respondas rápido.
Obrigada,
R."
A sua compreensão forçada destes fenómenos tem-na feito perguntar, cada vez menos, pela… resposta da Lucy.
E eu, ingenuamente, lá me vou lembrando de alguém que está na Suiça e me diz que por lá “todas as cartas ou emails têm uma resposta mesmo que seja désolé madame! ou não temos resposta para lhe dar!”
É, para mim, interessante ver como a esperança e a motivação se transformam, no mínimo, em desesperança e descrédito.
Désolé, R., désolé Lucy!
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E agora pergunto eu... a Lucy chegou a responder? Pois aos e-mails que eu própria lhe enviei, a sr.ª nunca respondeu!!! haja paciência :(
ResponderEliminarBjs