quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sentir empatia...

Venho partilhar um vídeo que é um exemplo típico do que é colocarmo-nos na "pele" do outro, sentindo o que o outro sente, sabendo na perfeição que o que estamos a sentir é, de facto, devido ao que estamos a assistir.
A este respeito Mark H. Davis (2006) refere que “há mais de 200 anos que os pensadores têm procurado compreender o fenómeno em que um indivíduo, através da observação de outro, acaba por experimentar alguma alteração nos seus pensamentos ou sentimentos”.
Já Frederique de Vignemont e Tania Singer (2006) afirmam que “haverá, provavelmente, tantas definições de empatia como pessoas a trabalhar no assunto.” Ainda segundo os autores, existe empatia se “(i) é manifestado um estado emocional; (ii) esse estado é isomórfico em relação ao estado emocional da outra pessoa; (iii) esse estado é motivado pela observação ou imaginação do estado emocional da outra pessoa; (iv) a pessoa que manifesta o estado emocional sabe que, na origem do mesmo, está o estado emocional da outra pessoa.”
Fica, então o vídeo (com um agradecimento especial à Rosário pela partilha do mesmo), para que me diga se empatizou, ou não, com a personagam principal...

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Boca Aberta

É uma das expressões que identificamos com facilidade, associando-a a espanto, incredibilidade.
Lembrei-me disto porque no comboio da manhã de hoje, uma senhora dormia... de boca aberta. Pensei... estará admirada com algo? Eu é que estava!
A cada balanço menos suave destes comboios que nada têm que ver com os de outrora, recompunha-se, abria os olhos ao mesmo tempo que fechava a boca e, rapidamente, os voltava a fechar até ao próximo solavanco.
Eu, observava, e esperava atenta e pacientemenete pelo descolar suave do lábio inferior, para um novo abrir de boca... para espanto meu.

Oxalá o feriado de amanhã vos deixe de boca aberta com algo que vos agrade ou façam algo que deixem alguém de boca aberta!

PS: Sobre o tema... encontrei os seguintes links :-)

http://bocaberta.org/
http://www.fotosearch.com.br/fotos-imagens/boca-aberta.html

domingo, 26 de abril de 2009

Literacia Emocional

Sabia que... as crianças em idade pré-escolar possuem diferentes competências emocionais ao nível da compreensão, expressão e regulação [1]. A falta destas competências emocionais, de afectos positivos e/ou de suporte emocional (e.g. ver Ginger, 2009 a propósito da influência que os conflitos parentais têm no desenvolvimento emocional das crianças) são factores que parecem predizer, na adolescência ou em idade adulta, problemas comportamentais [2] e psicopatológicos [3].
Talvez por isso, Goleman [4] defenda que a “literacia emocional” é tão vital como qualquer outro tipo de aprendizagem.

[1](Gordon, 1989; Saarni, 1990 em Denham, 1998)
[2](Dadds, Sanders, Marrison e Rebetz, 1992; Gardner, 1989 em Denham, 1998)
[3](Werner, 1989; Zahn-Wxler, Iannotti, Cumming e Dehnan, 1990 em Denham, 1998)
[4](1995 em Denham, 1998)

quarta-feira, 25 de março de 2009

e-emoções...

Comecei a sentir algo dentro de mim e pensei... isto é uma emoção! Neste caso, uma e-emoção pois teve, na sua génese, a internet.
Percebi logo que se tratava de algo positivo. Tentei catalogá-la, para além disso, mas tive alguma dificuldade.
De qualquer forma, senti que teria que partilhá-la convosco e... cá está o vídeo do YouTube que a causou!



E a si, que emoções lhe causou este vídeo?

terça-feira, 10 de março de 2009

Pai, a Lucy já respondeu?

Pois é, depois da Floribela, a Lucy tornou-se um fenómeno televisivo para os mais novos. A minha filha (a R.) partilha desta ideia e vê, com frequência o programa. Quase que poderia dizer que é fã da apresentadora.
Num dos rodapés habituais que passam durante o programa, convidavam a pequenada a enviar emails para poderem participar no show, cantando, dançando ou jogando, seja mostrando um animal de estimação.
A R. depositou, num papel, a esperança de uma participação, escrevendo cuidadosamente o email anunciado.
Quando acordei e fui ter com ela à sala, depois de um beijo apressado, mostrou-me orgulhosa o seu papel da esperança e quase que me obrigou a escrever o email
“Lucy.
Eu sou a R. e gostava de ir ao teu programa mostrar o meu cão (yorkshire mini-mini) que se chama Farroquito mas ele é um pouco maroto mas é muito querido.
Se quiseres também posso ir dançar sevilhanas com as minhas amigas e com a minha professora.
Gosto muito de ti
beijinhos.”


Desde esse dia que me pergunta “Pai, a Lucy já respondeu?”

A minha resposta neativa vai variando pelo que ela insistiu...

"Olá Lucy,
Nunca mais me respondeste à minha pergunta. Espero bem que respondas rápido.
Obrigada,
R."


A sua compreensão forçada destes fenómenos tem-na feito perguntar, cada vez menos, pela… resposta da Lucy.

E eu, ingenuamente, lá me vou lembrando de alguém que está na Suiça e me diz que por lá “todas as cartas ou emails têm uma resposta mesmo que seja désolé madame! ou não temos resposta para lhe dar!”

É, para mim, interessante ver como a esperança e a motivação se transformam, no mínimo, em desesperança e descrédito.

Désolé, R., désolé Lucy!

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"Oxitocine" a sua relação...

Antes de começar... um aviso! O que ler a seguir não pretende ser um artigo científico sobre coisa alguma, nem um tratado sobre a oxitocina. Aborda, apenas, de forma descontraída, um tema interessante mas complexo pelo que deve ser lido numa perspectiva lúdica. (apesar da seriedade do assunto e do conteúdo)

Numa das aulas de mestrado, quando ouvimos a Profª dizer que "sim... é possível reacender uma relação", o silêncio foi esclarecedor, apenas interrompido pelo arregalar dos nossos olhos. "Mas dá trabalho..." continuou.
A oxitocina (um neurotransmissor, no cérebro, e uma hormona, fora dele) é responsável por muitas coisas boas que nos acontecem.
No cérebro, os circuitos da oxitocina (mas não só) são activados através da brincadeira, do sexo, das actividades sociais, como estar com os amigos, entre outras. Nos animais, por exemplo, a oxitocina é activada pelo "grooming" (catar).
A oxitocina também é "responsável" por despoletar as contracções, no momento do parto, e pela subida do leite, essencial à amamentação. Por sua vez, os bebés ao mamarem, aumentam a produção de oxitocina da mãe, provocando-lhe bem-estar, facilitando e promovendo a vinvulação. Fantástico, não é?
Assim, dizia a Profª, "um jantar romântico, uma surpresa, etc. propiciam um aumento da oxitocina" e podem funcionar como uma acendalha numa lareira a apagar-se...

Nem de propósito, cruzei-me há muito pouco tempo com um artigo interessante e com um vídeo que dá pistas para não deixar a fogueira apagar-se...



Link para o site original... com a devida vénia!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Dia dos Namorados

Blog emocional que se preze não pode deixar passar o dia dos namorados sem um Post.
Ora vamos lá...
Há poucos dias escutava uma conversa, maioritariamente feminina, a propósito deste dia. Dizia-se, com orgulho, que "nem pensar festejar o dia de S. Valentim. Nem tão pouco festejo o dia de início do nosso namoro..."
As opiniões eram bastante concordantes acerca do facto de ser um dia muito comercial, de existir um aproveitamento despropositado, das pessoas se lembrarem das outras, apenas nestes dias, que era uma parvoíce, etc.
Confesso que fiquei surpreso e que pensei que, segundo esta perspectiva, é uma idiotice o Natal, a passagem de ano, os dias dos Pais e dos Avós, do Cancro da Mama, do Sto. António ou do São João, das festas da Senhora da Agonia (em Viana do Castelo), do 25 de Abril, do dia do Trabalhador, etc.
A associação feita era claramente de teor negativo e poucas pessoas se manifestavam em contrário.
Bolas... qual é o mal de, neste dia, os mais desatentos se lembrarem que é bom e importante namorar (voltaremos a esta questão com justificações científicas), mimar quem partilha a vida connosco... aos mais atentos, será apenas mais uma oportunidade para inovarem conceitos e aguçarem a criatividade para surpreender...
O acto comercial da questão, que também não aprecio, está nas nossas mãos resolvê-lo, e as hipóteses são muitas... o tradicional pequeno-almoço na cama, o colocar pasta de dentes na escova do companheiro, escrever uma mensagem no espelho, deixar um bilhete num local inesperado, assistir, de mãos dadas, ao jogo de futebol ou à novela, passear num parque, junto ao rio ou ao mar, preparar uma refeição diferente, fazerem (ou desfazerem) a cama juntos ou partilharem um duche, dizerem à pessoa que está bonita, colocarem uma música que a outra pessoa aprecia, etc., etc. Já viram que são tudo soluções simples e ajustadas ao famoso "tempo de crise"?
E se, ainda por cima, a ideia resultar bem? E se nos fizer recordar sensações antigas, ou não, e isso servir de mote para novas iniciativas? (de preferência antes do dia dos namorados de 2010...)
Será que o dia dos namorados é assim tão mau? Aproveite-o!!!

PS: Que emoções positivas lhe sugere este dia? Que outras coisas simples se podem fazer para 0 comemorar?